Luiz Pontes lembrou ainda que, ao assumir o Governo em 1987, Tasso Jereissati enfrentou índices alarmantes de mortalidade infantil. "e o Ceará figurava nas manchetes nacionais como um Estado desacreditado, com grandes problemas de desidratação profunda entre as crianças, oriunda da diarréia". Na época, eram registradas 106 mortes para mil crianças nascidas vivas.
O parlamentar destacou, ainda, que Tasso criou o Programa Saúde da Família (PSF), "que serviu de exemplo para todo o mundo e também ajudou a reduzir a mortalidade infantil".
Segundo Pontes, "quando falamos em Governo de Tasso Jereissati, não podemos só lembrar das grandes obras estruturantes, como a construção do Aeroporto Pinto Martins, do Castanhão, do Porto do Pecém, mas também temos que lembrar das questões sociais tratadas por ele", comentou, acrescentando, ainda, que antes de Tasso ser governador do Estado "apenas 13% do Ceará era energizado e as condições de saneamento e de abastecimento de água eram precárias".
Em aparte, o deputado Vasques Landim (PSDB) ressaltou que o Ceará ficou conhecido como o Estado onde havia muitos "caixões de anjinhos", disse, fazendo referência às crianças que morriam precocemente. "Mas foi graças a políticas públicas direcionadas para o abastecimento de água de qualidade, no combate à desnutrição, que o Governo do PSDB fez com que essas questões não envergonhassem mais a todos nós", avaliou.
O líder do PSDB, deputado João Jaime, disse que a pesquisa publicada pelo IBGE revela que o Ceará tornou-se um exemplo para o Brasil em relação à diminuição da mortalidade infantil. "Tanto que em 1991 ganhamos até prêmio do Unicef por isso. O PSDB sempre foi criticado por não fazer política social, mas só grandes obras. Mas esses índices mostram que o PSDB foi um Governo que melhorou muito o social", afirmou.
PETROBRAS - Em outro aparte, o deputado João Jaime criticou a Petrobras por ter prorrogado, mais uma vez, a instalação da refinaria Premium no Ceará. "Mais uma vez, o cearense vê seu sonho adiado para 12, 15 anos. Mais uma vez nosso sonho foi pelo ralo", disse. O deputado Luiz Pontes se solidarizou com João Jaime, dizendo, ainda, que o presidente da Petrobras, Sergio Gabrielli, deveria "ser um palhaço que conta piada para nós”.