Mortalidade Infantil no Ceará
Luiz Pontes
Os dados do relatório Situação Mundial da Infância 2008 divulgados na última terça-feira pelo Unicef, confirmam o pioneirismo, a quebra de paradigmas e a visão administrativa inovadora que se estabeleceu como um marco na história recente do Ceará, desde o primeiro governo de Tasso Jereissati (1987-1991).
A racionalidade administrativa, aliada a uma visão clara dos desafios a serem vencidos, mostraram que os desequilíbrios regionais, os índices vergonhosos de educação e saúde, com graves reflexos no Índice de Desenvolvimento Humano dos cearenses precisavam ser mudados com firmeza.
O Ceará ostenta hoje o melhor índice de redução de mortalidade infantil. Caiu de 77,1 óbitos por mil nascidos, em 1991, para 30,8, em 2006 - um percentual de 56,7%, o maior entre os Estados brasileiros. O programa Agentes Comunitários de Saúde está na base dessa revolução social. Outras medidas como a expansão dos serviços de água, energia e saneamento, dos serviços de saúde e melhoria da distribuição de renda complementam e justificam os resultados alcançados.
Certamente o Ceará ainda apresenta índices consideráveis de pobreza, o que reforça a necessidade de manter a linha austera do principio da eficiência no trato da máquina pública. Mas O Ceará e os cearenses estão contribuindo para que o Brasil atinja uma das metas do milênio para erradicar a mortalidade infantil, até 2015.
O desafio dos governantes é manter essa tendência de queda dos números de óbitos de menores de um ano e superar as grandes disparidades nas taxas de mortalidade infantil. A geração de homens públicos que chegou ao poder com Tasso Jereissati fez a diferença para colocar o Ceará no patamar de crescimento em que se encontra agora.