"Com os altos investimentos que o Governo do Estado fez nos últimos três anos em segurança pública não era pra ter esses índices de criminalidade que temos hoje. Precisamos tomar uma posição, queremos alertar e cobrar do secretário de Segurança que diga o que está sendo feito”, reiterou Luiz Pontes.
O parlamentar tucano lembrou que o atual Governo Cid Gomes está construindo novas delegacias, já contratou milhares de novos policiais e adquiriu carros e motos de alta tecnologia para ser utilizados no combate ao crime. No entanto, afirmou Pontes, os índices de violência estão aumentando cada vez mais tanto em Fortaleza quanto em municípios do Interior. “Meu grande questionamento é: o que está faltando para que possamos dar ao povo cearense uma tranquilidade no sentido de que possamos diminuir os altos índices de violência”, indagou.
Na avaliação do deputado, o Ceará está vivendo o que o Rio de Janeiro começou a vivenciar há 15 anos. Ele leu notícias de jornais dando conta de que até mesmo o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) está sendo impedido de entrar em alguns locais de Fortaleza. “Nossa Capital passa a ter zonas proibidas, locais em que até o atendimento em ambulância vira risco e tem que ter autorização do bandido pra entrar no bairro”, lamentou.
Luiz Pontes criticou ainda o que considera falta de hierarquia na Polícia, que acabou gerando uma crise, inclusive com troca de acusações entre delegados. O deputado defendeu que todos os envolvidos sejam exonerados para que as apurações sejam feitas de forma imparcial. Ele criticou ainda o afastamento do delegado César Wagner, que, segundo Pontes, tinha um trabalho fortíssimo de combate ao tráfico de drogas e era reconhecido pela sociedade cearense.
Na opinião de Luiz Pontes, é preciso rever também a atuação das entidades que defendem os direitos humanos, que estão acusando policiais de tortura. Ele disse ter sido procurado por policiais que relataram que, durante a prisão de bandidos, muitas vezes eles também sofrem agressões para que a prisão seja efetuada. “Mas se o preso leva um tapa já vem logo os direitos humanos. Estão extrapolando, daqui a pouco o bandido é que tá prendendo o policial”, criticou.